No Brasil, o desemprego ainda é visto como consequência de mau desempenho

 


Pelo menos 49 por cento dos trabalhadores acreditam que estar desempregado pode diminuir as chances de conseguir uma nova colocação.

E 45 por cento já esconderam a condição de pessoas próximas, a maioria por vergonha.

O dado é de pesquisa feita pela rede social de negócios LinkedIn com dois mil profissionais em todo o País, divulgada pelo G1.

Na opinião de sete em cada dez participantes, os efeitos da pandemia no mercado de trabalho diminuíram o estigma negativo associado ao desemprego.

Mas ainda é preciso avançar, tanto do ponto de vista profissional quando do das empresas, afirma a executiva de soluções de talentos para o LInkedIn, Ana Cláudia Plihal.

Ela diz que no Brasil ainda existe uma cultura muito forte de que o desemprego é consequência do desempenho profissional e não da falta de oportunidades.

Em países como a França e o Reino Unido, não ter um emprego é visto de forma mais natural, afirma a executiva.

Na pesquisa, 36 por cento dos profissionais afirmaram que se sentem estressados e preocupados por não encontrarem algo novo.

Outros 30 por cento se sentem confusos pela falta de retorno das empresas e 17 por cento se sentem derrotados por terem sido rejeitados para a vaga que pretendiam.

Além disso, quase a metade deixou de se candidatar em pelo menos cinco oportunidades, por considerar que não tinha as habilidades necessárias.